Durante a Capacitação, Sandro Firmino (Presidente e Diretor do Instituto O Canal), em sua abertura, destacou o aumento do número de baleias que, atualmente, somam cerca de 35 mil animais, migrando para o Arquipélago de Abrolhos, fazendo uma “rota migratória” que passa pela Baía de Guanabara. Ele explica que a a presença de tantas baleias na nossa região tem provocado a produção de tantos vídeos nas redes sociais pelos praticantes de canoa havaiana, tão próximos desses mamíferos aquáticos.
Para André, no Brasil, atualmente, são movimentados 200 bilhões de reais com o turismo de avistamento de cetáceos e Niterói é pioneira nesta atividade, pois desde 2022 começaram as expedições para os estudos e, atualmente, já se tem até mesmo um Selo de Certificação para as embarcações que praticam e exploram estes passeios, recebendo turistas que vêm especialmente para o Rio de Janeiro e Niterói. No entanto, acrescenta, Bento, o ordenamento é primordial, porque além de já serem uma população de 35 mil animais em nossa rota migratória, há uma expectativa de que haja um crescimento de, pelo menos, mais 10% nos próximos os anos”, desta cou. Bento.
As novas propastas de segurança, preservação, ordenamento para os praticantes de canoa havaina que durante as saídas para o mar, avistem cetáceos deverão ser: sempre usar coletes; levar uma caixa de som tipo JBL para a emissão de som, visto que estes animais precisam saber que há algo perto deles, esta é também uma forma de comunica r esta presença; outra forma de se fazerem presentes é baterem os remos na água ou todos baterem os pés na canoa fazendo barulho; nunca sair à noite; sempre manter a distância de 100m da baleia e observar, no máximo, 30min; caso a baleia tenha filhote, a distância aumenta para 200m e o tempo de observação diminui para 15min;&nb sp;os instrutores de canoa havaiana devem ensinar aos seus alunos a técnica de desvirar a canoa; jamais sair da canoa para a água.
As propostas apresentadas que farão parte de um protocolo de boas práticas para os praticantes de canoa havaiana no avistamento de cetáceos, estão sendo estudadas pelas instituições e Secretarias envolvidas neste tipo de turismo como a Capitania dos Portos, o INEA, o ICMBio, o Instituto O Canal, o projeto Amigos da Jubarte, a Prefeitura de Niterói, através da Neltur e Secretaria municipal de Esportes e a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro.
Estiveram presentes na Capacitação, além do Presidente e Diretor do Instituto O Canal, Sandro Firmino e André Bento – Presidente da Neltur, José Guilherme Azevedo – Subsecretário de Esportes de Niterói-e Hélio Teixeira – Presidente da Federação Brasileira de Canoa Havaiana, além de representantes e membros de clubes de canoa havaiana de Niterói e da cidade do Rio de Janeiro.




