Um selo diferenciado para canoas havaianas, foi uma das novas propostas apresentadas na Capacitação para os passeios de avistamento de cetáceos, destinada aos praticantes desta modalidade de esporte. O curso aconteceu na noite desta quarta-feira (22/7), no auditório do Praia Clube São Francisco,  liderado pelo Instituto O Canal, a Neltur – Niterói Empresa de Lazer e Turismo -, Federação Brasileira de Canoa Havaiana e SMEL – Secretaria municipal de Esportes de Niterói.

Durante a Capacitação, Sandro Firmino (Presidente e Diretor do Instituto O Canal), em sua abertura, destacou o aumento do número de baleias que, atualmente, somam cerca de 35 mil animais, migrando para o Arquipélago de Abrolhos, fazendo uma “rota migratória” que passa pela Baía de Guanabara. Ele explica que a a presença de tantas baleias na nossa região tem provocado a produção de  tantos vídeos nas redes sociais pelos  praticantes de canoa havaiana, tão próximos desses mamíferos aquáticos.

Sandro, no entanto, alerta para os perigos de uma canoa havaiana chegar tão perto destes gigantes animais, sem que medidas preventivas sejam tomadas visando, sobretudo, a preservação e cuidados com esses avistamentos, por parte dos praticantes dos esportes náuticos.
O Presidente da Neltur, André Bento, destacou  que o turismo regenerativo, gerado pelos passeios de avistamento de cetáceos, tem movimentado a economia no mundo, no Brasil e agora Niterói  também se destaca nessa nova atividade turística.

Para André, no Brasil, atualmente, são movimentados 200 bilhões de reais com  o turismo de avistamento de cetáceos e Niterói é pioneira nesta atividade, pois desde 2022 começaram as expedições para os estudos e, atualmente, já se tem até mesmo um Selo de Certificação para as embarcações que praticam e exploram estes passeios, recebendo turistas que vêm especialmente para o Rio de Janeiro e Niterói. No entanto, acrescenta, Bento, o ordenamento é primordial, porque além de já serem uma população de 35 mil animais em nossa rota migratória, há uma expectativa de que haja um crescimento de, pelo menos, mais 10% nos próximos  os anos”, desta cou. Bento.

As novas propastas de segurança, preservação, ordenamento para os  praticantes de canoa havaina que durante  as saídas para o mar,  avistem  cetáceos deverão ser: sempre usar coletes; levar uma caixa de som tipo JBL para a emissão de som, visto que estes animais precisam saber que há algo perto deles, esta é também uma forma de comunica r esta presença; outra forma de se fazerem presentes é baterem os remos na água ou todos baterem os pés na canoa fazendo barulho; nunca sair à noite; sempre manter a distância de 100m da baleia e observar, no máximo, 30min; caso a baleia tenha filhote, a distância aumenta para 200m e o tempo de observação diminui para 15min;&nb sp;os instrutores de canoa havaiana devem ensinar aos seus alunos a técnica de desvirar a canoa; jamais sair da canoa para a água.

As propostas apresentadas que farão  parte de um protocolo de boas práticas para os praticantes de canoa havaiana no avistamento de  cetáceos, estão sendo estudadas pelas instituições e Secretarias envolvidas neste tipo de turismo  como a Capitania dos Portos, o INEA, o ICMBio, o Instituto O Canal, o projeto Amigos da Jubarte, a Prefeitura de Niterói, através da Neltur e Secretaria municipal de Esportes  e a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro.

Estiveram presentes na Capacitação, além do Presidente e Diretor do Instituto O Canal, Sandro Firmino e André Bento – Presidente da Neltur, José Guilherme Azevedo – Subsecretário de Esportes de Niterói-e Hélio Teixeira – Presidente da Federação Brasileira de Canoa Havaiana, além de representantes e membros de clubes de canoa havaiana de Niterói e da cidade do Rio de Janeiro.